05/10/2010

À Memória do General Hugo Santos



O Amigo Hugo Manuel Rodrigues dos Santos (17-07-1933 - 05-10-2010) deixou-nos há poucas horas mergulhados na dor de quem perde uma AMIGO, como há poucos, um HOMEM íntegro, honesto, leal, generoso, que orientava cada passo por uma inteligência esclarecida e orientada para o bem do seu semelhante, sem ambições, preconceitos nem exclusões. Até ao fim, procurou sempre ser discreto e sem ostentação, com uma conduta que concitava a admiração e o respeito de quantos com ele contactavam, que viam nele um HOMEM na verdadeira acepção da palavra.
Este álbum contém imagens recentes do Amigo Hugo em convívios com amigos que fazem parte de dois grupos em que a sua presença era desejada e muito apreciada. E imagens colhidas na homenagem que lhe foi prestada pela delegação em Lisboa da Associação Académica de Coimbra em 22-04-2010.
Oremos para que a sua alma repouse em paz em recompensa dos seus muitos méritos evidenciados durante mais de 77 anos.

11 comentários:

Cap.Campos de Barros disse...

Soube há minutos que perdi um Camarada e Amigo por quem sempre nutri uma grande Amizade e Consideração. Fomos companheiros de equipas desportivas militares e dei por mim a olhar algumas das medalhas ganhas com o seu grande contributo. Por coincidência, tive e tenho familiares praticantes de basket, o que contribuia para o recordar frequentemente.Acima de tudo, perdeu-se um GRANDE HOMEM.

Anónimo disse...

De: Silvino Potêncio (Ex Combatente em Angola)

Amigos dos meus Amigos, meus Amigos são e não fora só o fato de me considerar Amigo Virtual de tantos Leitores que temos através dos nossos Blogs, nós prestamos homenagem a mais um BRAVO que foi para a companhia do Deus Pai!
Que descanse em Paz - APRESENTO OS MEUS SENTIMENTOS `A FAMILIA E JUNTO A MINHA ORAÇÃO!

Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Terras Potiguares/Brasil

A. João Soares disse...

Caros Capitão Campos de Barros e Silvino Potêncio,

Obrigado pela vossa visita a este espaço e pelas simpáticas palavras em relação a este Homem que nos deixou mas que, pelo seu valor como ser humano, nunca sairá da nossa memória e da nossa eterna saudade.

Até ao último momento, ensinou com o seu exemplo a enfrentar a vida, com o que tem de mau e de bom, sem nunca esmorecer o espírito de luta. Foi o mesmo de sempre até até ao fim.

Merece nunca ser esquecido.

Vejam em Do Miradouroa homenagem em verso do seu amigo Viçoso Caetano.

Abraços
João
Do Mirante

Abreu dos Santos (senior) disse...

– Santos, Hugo Manuel Rodrigues dos
(17Jul1933-05Out2010) - nascido em Oliveira do Hospital. Em 1952 ingressou na Escola do Exército, tendo em 55 concluído o curso de Infantaria e em 57 faz o curso de Transmissões. Com o posto de capitão, em 25Ago62 chega a Cabo Verde onde cumpre a 1ª comissão ultramarina, em 21Mai64 regressa a Lisboa, em 65 inicia o curso de Criptólogo e em 68 um curso de Programação de Computadores. Por diversas vezes exerce funções de instrutor na Academia Militar e na EPI-Mafra. Em 1969 com o posto de major, chega a Luanda na 2ª comissão ultramarina, em 71 regressa a Lisboa e em Out72 é professor da 42ª cadeira da Academia Militar. A partir do final de Abr73 integra as primeiras movimentações contestatárias na instituição castrense. Em Fev74 é colocado no RI15-Tomar e mobilizado para a Guiné. Na madrugada de 25Abr74 está presente (à civil) no posto-de-comando do MFA montado no RE1-Pontinha. Em 01Jul74 desembarca no aeroporto de Bissalanca para cumprir a sua 3a (e última) comissão ultramarina. Nessa noite em Bissau preside à assembleia-geral do MFA local, que passa a representar nas negociações com o PAIGC. Em 10Set74 regressa a Lisboa e em 16-22Out74 acompanha o MCI Almeida Santos «em reuniões internacionais relacionadas com Timor». Em 01Dez74 é promovido a tenente-coronel; em Abr75-Abr76 é colocado em Bucareste como adido militar na primeira embaixada de Portugal na Roménia. Em Jul-Ago76 participa nas conversações luso-chinesas para reatamento de relações diplomáticas. Em 76-78, graduado em brigadeiro, exerce funções de comandante da RMC-Tomar. Em 78-79 tem o posto de coronel e comanda a EPI-Mafra. Em 81-82 desempenha funções de presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol. Em Jul83 tem o posto de brigadeiro e recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Em 84 passa a chefiar a Direcção dos Serviços de Transportes do Exército. Em 30Abr86 é promovido a general e passa a comandar a Guarda Fiscal, cargo de que se demite em 22Nov92. Em 93 passa a exercer funções no Conselho Superior de Disciplina do Exército, assumindo depois a chefia da Direcção da Arma de Infantaria. No ano de 95 é inspector-geral do Exército, cargo com que encerra a sua carreira militar. Nunca esteve “no mato” e nunca comandou tropas operacionais. É casado, sem filhos. Tem as seguintes condecorações: três Medalhas (2 de prata e 1 de ouro) de Serviços Distintos; o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Avis; e a Ordem Tudor Vladimirescu da Roménia.

A. João Soares disse...

Caro Abreu dos Santos,

Uma completa descrição da carreira. Noe«tei um erro na seguinte frase:
«Em 76-78, graduado em brigadeiro, exerce funções de comandante da RMC-Tomar». Realmente a RMC não tinha sede em Tomar mas sim em Coimbra.
Espewro que não haja outras falhas.

ASbraço
João
Do Mirante

Saozita disse...

Estimado João Soares, é sempre triste quando se perde um amigo e sobretudo uma pessoa com grandes atributos, prestigio e honras, tanto como homem íntegro, como militar que granjeou elevada estima entre os seus camaradas.
Paz à sua alma e as minhas sentidas condolências à família.

Bj

Sãozita

Anónimo disse...

"Até ao fim, procurou sempre ser discreto e sem ostentação, com uma conduta que concitava a admiração e o respeito de quantos com ele contactavam, que viam nele um HOMEM na verdadeira acepção da palavra."

E onde temos outros para substituir estes que partem?
Pobre país este se a futil vaidade e a ostentação não arrepiam caminho.
Que descanse em paz.
Abraço,
José Alberto Mostardinha
Aveiro

A. João Soares disse...

Anga Sãozita,

É realmente triste perder-se um Amigo ou um familiar, mas a vida tem destas coisas e devemos saber enfrentá-las de forma positiva. Não devemos deixar-nos sucumbir ao desgosto, mas tirar deles mais força para continuarmos a vida enriquecida com a lembrança do muito de bom que aprendemos com os sábios. O meu Amgo Hugo lutou mais de três anos contra uma doença grave, com a certeza de que não iria viver muito mais tempo, mas com a força de aproveitar cada momento da melhor forma para deixar a mulher com capacidade de sobreviver na continuidade de acções que ele preparara. Na minha última visita procurei dar-lhe esperança, embora soubesse que não podia ser muita, disse-lhe que mantivesse a força para viver e ele respondeu com voz pouco audível «força até ao fim», com a palavra fim dita com tom emocionado. Foi mais uma lição.
Precisamos de força, para sobreviver aos obstáculos que nos vão aparecendo pelo caminho.

Beijos
João
Do Miradouro

A. João Soares disse...

Caro Mostardinha,

À sua pergunta, só poso dizer que cada um tem o imperioso dever de procurar elevar-se para «substituir estes que partem», os Homens de personalidade forte e bem preparada e intencionada. Nestas de coisas de melhorar o mundo ninguém o direito de se limitar a aconselhar virtudes mas ficar à espera que as melhorias lhe caiam no prato, é preciso agir, é preciso burilar o próprio comportamento, tornando-o excelente e exemplar. A limpeza do mundo começa por varrer a testada da nossa morada.
Procuremos honrar os bons que partem, imitando as suas melhores qualidades.

Um abraço
João
Do Mirante

Anónimo disse...

Grande homem duma honestidade a toda a prova. Foi meu comandante na Guiné na sua última comissão em 1974.Que descanse em paz e condolências á familia

A. João Soares disse...

Hugo Santos foi realmente uma pessoa de muito valor, um Homem íntegro, sempre guiado pelo desejo de perfeição.
Sem fazer alarde seguia os melhores conselhos dos maiores pensadores.

Tal como o Mahatma Gandhi «Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos»

Tal como Teresa de Calcutá: «A maoir enfermidade é não ser ninguém para ninguém»

Enfrentava as dificuldades com a convicção de William Shakespeare: «Não é merecedor do favo de mel aquele que evita a colmeia porque as abelhas têm ferrão»

Compreendia e seguia o pensamento de Edmund Burke e estava sempre em acção com vista ao futuro «Para o triunfo do mal basta que os bons não façam nada»

Mas, como acontece a todo o ser superior, houve quem o não quisesse compreender e o criticasse.

Cumprimentos
João